Caracas/Venezuela – O governo venezuelano, liderado por Nicolás Maduro, acusou formalmente os Estados Unidos de planejarem uma intervenção militar no país com o objetivo de se apropriar das vastas reservas de petróleo venezuelanas, consideradas as maiores do mundo. A denúncia foi feita por meio de uma carta enviada ao secretário-geral da OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) e aos países membros da OPEP e da OPEP+, na qual Maduro expressa preocupação com o impacto de tal ação no mercado global de energia. A alegação intensifica as tensões já existentes entre os dois países e levanta questões sobre a estabilidade regional.
A Carta da Discórdia
A carta, tornada pública por Delcy Rodríguez durante uma reunião virtual da OPEP, detalha a visão de Maduro sobre a suposta campanha de “assédio e ameaça” liderada pelo presidente americano Donald Trump contra a Venezuela desde agosto. Maduro argumenta que essa campanha coloca em “claro perigo a paz, a segurança e a estabilidade regional e internacional”. Além disso, o presidente venezuelano ressalta as possíveis consequências negativas de intervenções militares em países produtores de petróleo, citando exemplos históricos de instabilidade e prejuízos causados por ações semelhantes.
No documento, Maduro enfatiza o compromisso da Venezuela em defender seus recursos naturais e manter sua soberania. A acusação surge em um momento delicado, com a produção de petróleo da Venezuela em torno de 1,1 milhão de barris por dia, um terço do seu pico histórico. Vale destacar que mais de 80% das exportações venezuelanas foram destinadas à China entre junho e outubro, segundo dados de transporte marítimo.
O Contexto das Acusações
As tensões entre os Estados Unidos e a Venezuela se intensificaram nos últimos anos, com a implementação de sanções econômicas e políticas por parte do governo americano. Essas sanções têm como objetivo pressionar o governo Maduro a realizar eleições livres e democráticas. O governo Trump também reforçou sua presença militar no Caribe, justificando a ação como uma medida para combater o narcotráfico. No entanto, Maduro vê essas ações como parte de uma estratégia para desestabilizar o país e controlar suas reservas de petróleo.
O que vem por aí
As acusações de Maduro elevam ainda mais a incerteza sobre o futuro das relações entre os Estados Unidos e a Venezuela. A comunidade internacional acompanha de perto os desdobramentos, buscando evitar uma escalada do conflito. Resta saber se haverá espaço para diálogo e negociação entre os dois países, ou se a tensão continuará a aumentar, com o risco de consequências imprevisíveis para a região e para o mercado global de energia.
Para mais informações, continue conectado no Portal Conectados.








