Belo Horizonte/MG – O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), gerou controvérsia ao publicar um vídeo nas redes sociais no qual aparece soltando um rojão, em uma clara ironia direcionada ao Partido dos Trabalhadores (PT). A postagem, realizada no sábado, 29 de novembro de 2025, surgiu em resposta à decisão judicial que considerou improcedente uma ação movida pelo partido contra o governador, que o acusava de calúnia.
A faísca da discórdia: Entenda o caso
A ação judicial movida pelo PT teve como estopim uma postagem anterior de Zema, na qual ele associava o partido à fraude do INSS, utilizando a frase “1º de Maio de Luto pelos aposentados roubados pelo PT”. O partido buscava uma indenização de R$ 30.000, alegando que as declarações do governador extrapolavam os limites da liberdade de expressão. No entanto, a 13ª Vara Cível de Brasília entendeu que as palavras de Zema se enquadravam dentro dos limites da expressão livre, garantidos pela Constituição Federal. Vale destacar que a decisão ainda cabe recurso ao Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT).
A reação de Zema, com o vídeo do rojão, intensificou a polarização política e gerou debates acalorados nas redes sociais. A postagem original incluía a legenda: “Eu fico muito triste com uma notícia dessas…”. O vídeo, com duração de 46 segundos, rapidamente viralizou, atraindo tanto críticas quanto apoio ao governador.
A Lei do Silêncio e a Contradição Aparente
Após a publicação do vídeo, diversos usuários das redes sociais questionaram Zema sobre a Lei 11.400/2022, que está em vigor em Belo Horizonte e proíbe a utilização de fogos de artifício com estampido na cidade. A legislação prevê multa mínima de R$ 100 para quem descumprir a norma. Essa aparente contradição gerou ainda mais críticas ao governador.
A resposta do governador e a busca por esclarecimentos
Diante da repercussão negativa e dos questionamentos sobre a legalidade de sua ação, Zema se manifestou nos comentários do próprio vídeo, afirmando: “Respeitando a Lei 11.400/2022, o ruído dos fogos foi adicionado em edição”. Essa declaração sugere que o estrondo do rojão foi um efeito sonoro inserido posteriormente no vídeo, buscando evitar uma possível infração à lei municipal. O Poder360 entrou em contato com o governo de Minas e a Prefeitura de Belo Horizonte para solicitar um posicionamento oficial sobre o caso. O governo estadual informou que sua posição já havia sido expressa nos comentários de Zema. Até o momento da publicação desta reportagem, a prefeitura não havia se manifestado.
O que vem por aí
O caso ainda promete render novos desdobramentos, com a possibilidade de recurso da decisão judicial por parte do PT e o acompanhamento da população sobre a veracidade da explicação do governador sobre o uso de fogos de artifício. A polêmica reacende o debate sobre os limites da liberdade de expressão e a responsabilidade dos agentes públicos nas redes sociais.
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